Critério para tudo

março 5, 2018 2:54 pm

No fim do ano passado, surgiu uma vaga para um profissional de comunicação no meu gabinete e, a partir disso, decidi inovar na forma de seleção do profissional. Busquei implementar, de maneira cada vez mais efetiva, os valores que represento e que justificaram a minha eleição pelo Novo, que defende a mesma pauta.

Apesar de a formação inicial do meu gabinete ter atendido a critérios técnicos, trazendo as melhores pessoas que conhecia para cada função – sem apadrinhados ou pessoal que tivesse trabalhado em campanha – parecia ser possível e necessário dar um passo além.

Eficiência e transparência foram as guias do processo que se seguiu.

Divulguei a vaga através das minhas redes sociais, com um descritivo completo das exigências mínimas, do perfil desejável e das atividades que seriam assumidas. Não foi um anúncio de vaga de emprego, mas um call to action, convidando pessoas interessadas em participar da transformação do espaço político.

Recebemos quase setecentos currículos, de pessoas de todas as idades, inúmeras cidades, experiências diversificadas.

Após um trabalho intenso, chegamos a vinte e um candidatos que se alinhavam perfeitamente ao perfil buscado, aliando experiência prévia e demonstração de disposição de participação em uma proposta disruptiva de prática política.

A esses vinte e um foi encomendada a preparação de um trabalho técnico, sobre um tema específico, em que a pessoa teria de demonstrar domínio profissional – mas também com a oportunidade de se posicionar diante do fenômeno político atual de descrença em instituições falidas como motivo de engajamento e não de desinteresse.

A experiência nos trouxe a um grupo ainda mais seleto, de seis pessoas, que representam a essência do que o Brasil precisa: capacidade técnica, disposição para o trabalho e compreensão da relevância da atuação individual aliada ao reconhecimento de que as soluções coletivas são a mola propulsora de todas as grandes transformações.

Passamos então às entrevistas e, mesmo com muita dificuldade na seleção – uma dificuldade boa, já que tínhamos opções – escolhemos um deles, o Felipe Diniz Coelho, que passou a integrar a equipe no mês passado.

Queria agradecer aos quase setecentos participantes desse processo seletivo, aos vinte e um selecionados para a segunda etapa e aos seis da terceira – e dizer que havia uma vaga, mas podem ter certeza de que outras surgirão, em dezenas de outras equipes do Novo que se organizarão no país inteiro ao longo dos próximos meses e anos.

É que a política está mudando para um ambiente de critérios, para longe dos apadrinhamentos, para longe do “quem indica”.

 

Texto originalmente publicado no jornal Hoje em Dia – 05/03/2018

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